Solução caseira? Coritiba indica mais espaço para joias da base
Com poucas movimentações no mercado, o Coritiba tem usado a pausa no calendário para…

Com poucas movimentações no mercado, o Coritiba tem usado a pausa no calendário para olhar com mais atenção para dentro de casa. Jogadores das categorias de base passaram a treinar com o elenco principal e ganharam oportunidades em atividades comandadas por Fernando Seabra.
O movimento ficou mais claro no jogo-treino contra o Internacional, no último sábado (4). Entre os jovens observados estiveram o zagueiro Ruan Matheus, de apenas 16 anos, que iniciou a atividade ao lado do experiente Rodrigo Moledo, além dos volantes Khensane, Miguel, Diego Alves e Victor Tissi, do ponta David e dos centroavantes Enzo Vagner e Paulo Roberto.

Quais jovens podem ganhar espaço no Coritiba?
Khensane, David e Enzo Vagner já estão inscritos pelo Coritiba no Brasileirão. Outros atletas da base ainda podem ser adicionados à lista da competição, mas isso vai depender do desempenho apresentado nos treinamentos com o grupo profissional.
Desde que chegou ao Coxa, Fernando Seabra tem reforçado que os jovens precisam conquistar espaço pelo rendimento diário. A aproximação entre sub-17, sub-20 e elenco principal também é vista como parte importante do processo de amadurecimento dos atletas.
O zagueiro Jacy destacou essa integração e afirmou que os garotos precisam entender as exigências do profissional. “Dá para ver que é tudo uma unidade, o sub-20, o sub-17 e o profissional. Isso é muito bom para o crescimento deles. Acho que vão evoluindo cada vez mais e entendendo que o ritmo do profissional é um pouco mais intenso, que precisa de mais concentração. Às vezes, não é só o talento, mas também a vontade de estar aqui, de treinar e de querer escutar”, disse.

Por que a base virou alternativa para Seabra?
Porque o Coritiba tem poucos reforços e precisa ampliar opções para a sequência da temporada. A comissão técnica observa os jovens como alternativas para compor o elenco, especialmente em um segundo semestre que exige fôlego, competitividade interna e respostas rápidas durante os jogos.
Além da orientação da comissão, os atletas da base também recebem cobranças dos mais experientes. O meia Josué afirmou que, ao chegar ao profissional, a idade deixa de ser desculpa. “Cobro muito deles, especialmente porque, quando chegam ao profissional, o que eu digo é que ninguém olha para a idade. Todos aqui são profissionais e têm que ser maduros. Eles precisam saber que é muito difícil chegar aqui e que têm que ser cobrados, assim como todos nós somos. Precisam querer muito alcançar o patamar mais alto possível na carreira”, declarou.
Khensane também valorizou a convivência com jogadores mais rodados. “É tudo o que a gente está começando a viver. Então, é sempre bom ouvir deles o que é bom fazer e o que é melhor não fazer. Olhando eles jogarem, a gente aprende muito também, pela experiência e pelo jeito como atuam”, contou o volante.
A falta de calendário para a base aumenta ainda mais o peso dessa integração. O Coritiba decidiu não disputar a Copa Paraná, competição que poderia dar ritmo aos jogadores mais próximos do profissional. Sem compromissos oficiais, a tendência é que os nomes mais preparados sigam na rotina de treinos de Seabra e sejam avaliados para possíveis oportunidades no Brasileirão.

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