Reviravolta: dinheiro de Chermont muda de cenário no Coritiba
Uma receita que parecia encaminhada para os cofres do Coritiba ganhou um novo capítulo…

Uma receita que parecia encaminhada para os cofres do Coritiba ganhou um novo capítulo nos bastidores. A venda de JP Chermont pelo Santos ao Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, continua garantindo ao Coxa participação por meio da taxa de vitrine, mas um novo acordo alterou as condições para que parte importante desse dinheiro seja efetivamente repassada ao clube paranaense.
A mudança acontece poucos dias depois de a transferência ser fechada. Inicialmente, o negócio previa US$ 2,5 milhões fixos, aproximadamente R$ 12,9 milhões na cotação utilizada na negociação, além de US$ 1 milhão condicionado a metas. Pelo empréstimo de Chermont ao Coxa, o clube paranaense tinha direito a 10% por meio da cláusula de vitrine.

Por que o pagamento ao Coritiba mudou?
Segundo apuração do UOL, o Coritiba aceitou alterar o momento em que receberá o repasse do Santos. O clube paulista alinhou com o Coxa e também com o estafe de Chermont para que as respectivas parcelas sejam pagas apenas depois que o lateral atingir metas estipuladas no contrato firmado com o Sharjah.
No caso do Coritiba, o valor citado na nova apuração é de aproximadamente R$ 1,29 milhão. Esse montante corresponde à taxa de vitrine calculada sobre a parcela fixa da transferência, mas, com o novo entendimento entre as partes, o repasse deixou de ter o mesmo cenário imediato que existia quando a negociação foi inicialmente divulgada.
A alteração interessa diretamente ao Santos porque o clube vive dificuldades financeiras e busca preservar caixa no curto prazo. O time paulista tem direitos de imagem atrasados com o elenco profissional e encontrou na renegociação dos repasses uma forma de manter uma parcela maior do dinheiro recebido pela venda neste primeiro momento.

O Coritiba perdeu o dinheiro de Chermont?
Não há informação de que o Coritiba tenha aberto mão da taxa de vitrine. O que mudou, segundo a publicação, foi a condição para o pagamento dos aproximadamente R$ 1,29 milhão. Por isso, não é correto tratar o valor como perdido, mas também já não cabe apresentá-lo como uma quantia de entrada imediata no caixa alviverde.
A atualização modifica o cenário apresentado quando a venda foi fechada. Na ocasião, o Coritiba trabalhava com aproximadamente R$ 1,28 milhão referentes aos 10% da parcela fixa e ainda poderia ampliar a receita caso a taxa de vitrine também incidisse sobre os bônus previstos no negócio.
Chermont disputou 17 partidas pelo Coxa no Brasileirão antes de deixar o clube para seguir rumo aos Emirados Árabes. A passagem terminou antes do previsto, mas a utilização do lateral ajudou a acionar justamente a cláusula financeira que agora volta ao centro das atenções.
Para o Coritiba, o próximo passo será acompanhar o cumprimento das condições estabelecidas no contrato do jogador com o Sharjah. Até que isso aconteça, a compensação continua existindo na negociação, mas dentro de um cenário diferente daquele apresentado quando a transferência foi anunciada.
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