Mais de 60 cobram pagamento após jogo, e Coritiba se posiciona
Uma situação envolvendo trabalhadores que atuaram nos bares do Couto Pereira durante Coritiba x…

Uma situação envolvendo trabalhadores que atuaram nos bares do Couto Pereira durante Coritiba x Corinthians, em 23 de agosto, ganhou repercussão fora das quatro linhas. Mais de 60 pessoas afirmam que ainda aguardam o pagamento pelos serviços prestados naquele dia. Procurado sobre o caso, o Coritiba se posicionou e afirmou que a contratação e a remuneração desses profissionais eram responsabilidades da empresa 360 A&B, então responsável pela operação dos bares do estádio.
Segundo relato encaminhado ao UmDois Esportes, os profissionais foram contratados pela prestadora para trabalhar durante a partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O grupo que reúne trabalhadores à espera do pagamento teria mais de 60 integrantes, enquanto outras reclamações semelhantes também passaram a aparecer publicamente nas últimas semanas.

Por que os trabalhadores dizem que ainda não receberam?
Os profissionais afirmam que o pagamento pelo serviço realizado no Couto Pereira ainda está pendente. De acordo com a denúncia publicada, mais de 60 trabalhadores participaram da operação dos bares durante Coritiba x Corinthians e dizem ter sido contratados diretamente pela 360 A&B. Desde o início de setembro, mais de 30 reclamações relacionadas a serviços realizados no estádio também foram registradas contra a empresa no Reclame Aqui.
As manifestações relatam principalmente atrasos ou ausência de pagamentos pelos trabalhos prestados. Até a publicação da reportagem que revelou o caso, a 360 A&B havia sido procurada para apresentar sua versão, mas ainda não havia respondido às acusações.
A empresa deixou de prestar serviços ao Coritiba em 1º de setembro. A mudança ocorreu poucos dias depois da partida contra o Corinthians e encerrou a relação da prestadora com a operação dos bares do Couto Pereira.

O que o Coritiba respondeu sobre o caso?
O clube afirma que não era responsável pela contratação, pelas escalas ou pelos pagamentos desses trabalhadores. Em posicionamento enviado à reportagem, o Coritiba explicou que essas atividades ficavam sob responsabilidade da 360 A&B e acrescentou que cumpriu todas as suas próprias obrigações, inclusive financeiras, junto à empresa contratada.
O Coxa também informou que eventuais pendências de remuneração, prazos ou acordos de trabalho devem ser tratadas diretamente com a administração da antiga prestadora. O clube lamentou os transtornos relatados pelos profissionais, mas reforçou que não participava dos repasses feitos pela empresa aos trabalhadores.
O caso envolve um serviço realizado dentro do estádio do Coritiba, mas exige cuidado na atribuição de responsabilidade. Até agora, o que existe é a denúncia dos trabalhadores, o posicionamento do clube afastando responsabilidade direta pelos pagamentos e a ausência de uma resposta pública da empresa citada até a publicação da apuração. O episódio passa a integrar os bastidores do futebol brasileiro justamente por envolver a operação de serviços em um jogo da Série A.
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