Parecia um caos: ranking coloca Coritiba em posição inesperada
A sequência recente de problemas físicos criou a sensação de que o Coritiba atravessou…

A sequência recente de problemas físicos criou a sensação de que o Coritiba atravessou 2026 com o departamento médico constantemente lotado. A fotografia da temporada inteira, porém, apresenta um cenário bem diferente. Um levantamento nacional divulgado nesta semana comparou as baixas médicas dos 20 clubes da Série A e colocou o Coxa em uma faixa que surpreende quando confrontada com as dificuldades vividas nas últimas rodadas.
O estudo contabilizou 600 ocorrências médicas entre os times da elite desde janeiro. A comparação considera apenas problemas que provocaram veto do departamento médico para ao menos uma partida oficial, deixando fora da conta jogadores poupados por desgaste, controle de carga e outras situações sem diagnóstico que impedisse a escalação.

Onde o Coritiba aparece no ranking de lesões?
O Coxa aparece apenas na 17ª posição, com 26 baixas médicas registradas em 2026. O clube está empatado com o Mirassol e fica atrás de praticamente toda a Série A em número de ocorrências. Apenas Bahia, com 20 casos, e Vasco, com 15, tiveram menos problemas contabilizados pelo levantamento até 1º de outubro.
Na outra ponta da lista estão Corinthians e Santos, ambos com 41 ocorrências. A Chapecoense aparece logo depois, com 40, enquanto São Paulo e Vitória também figuram entre os clubes que mais precisaram lidar com jogadores vetados por questões médicas ao longo do ano.
O dado chama atenção porque a realidade recente do Coritiba foi bastante diferente. Nas semanas que antecederam a Data Fifa, Fernando Seabra precisou administrar diversas limitações simultaneamente e chegou à pausa com vários atletas em diferentes estágios de tratamento ou recuperação.

Por que o departamento médico parecia tão cheio no Coritiba?
Os problemas ficaram concentrados justamente em um período curto e decisivo da temporada. O Coritiba iniciou a pausa com oito jogadores sob cuidados médicos, situação que reduziu as alternativas da comissão técnica e obrigou o clube a utilizar os dias sem partidas para acelerar recuperações e devolver ritmo ao grupo.
Entre os nomes que passaram por problemas recentes estavam Jacy, Tinga, Felipe Jonatan, Brian Ocampo, Keno e Lucas Taverna, além de Lucas Ronier, que sofreu a ruptura do ligamento cruzado anterior e precisou passar por cirurgia. A concentração dessas baixas ajudou a ampliar a percepção de que o Coxa havia sido um dos clubes mais castigados fisicamente no ano.
A metodologia do levantamento também ajuda a entender a diferença entre percepção e números. Casos de desgaste, jogadores preservados e controles de carga não entram como lesão, enquanto um mesmo atleta pode aparecer mais de uma vez caso tenha sofrido problemas diferentes durante a temporada.
Para o Coritiba, o ranking não apaga o impacto das baixas recentes, mas coloca a temporada em perspectiva. O desafio agora é transformar a recuperação de boa parte do elenco em disponibilidade real para a reta final do Brasileirão, começando pelo confronto com o Fluminense no Maracanã.
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