Seabra revela bastidor do Coritiba que não animou a torcida
A pausa da Data Fifa serviu para muito mais do que recuperar jogadores no…

A pausa da Data Fifa serviu para muito mais do que recuperar jogadores no Coritiba. Fernando Seabra revelou um bastidor que ajuda a entender as dificuldades enfrentadas antes da paralisação: parte do elenco vinha entrando em campo longe da condição ideal, enquanto a comissão técnica precisava administrar atletas em diferentes níveis físicos e com pouca margem para uma rotina normal de preparação.
O cenário ganhou peso principalmente depois da sequência que terminou com a derrota para o Vasco. Com quase 20 dias entre partidas oficiais, o Coxa aproveitou o intervalo para reorganizar cargas, recuperar atletas e tentar devolver ao grupo uma condição mais equilibrada antes da retomada contra o Fluminense.

Por que jogadores do Coritiba vinham atuando no sacrifício?
Seabra revelou que alguns atletas sequer conseguiam manter uma rotina normal de treinamentos entre os jogos. O treinador afirmou que o Coritiba tinha “alguns jogadores jogando com sacrifício”, além de atletas que precisavam entrar em campo mesmo sem ter alcançado ritmo adequado de treino e competição.
A situação não envolvia apenas quem estava oficialmente entregue ao departamento médico. Segundo Seabra, jogadores em processo de transição trabalharam inclusive durante os dias em que o restante do elenco recebeu folga, numa tentativa de diminuir diferenças físicas dentro do grupo e acelerar a reintegração.
O cenário ajuda a explicar por que a pausa ganhou tanta importância para a comissão técnica. Nas semanas anteriores, o Coxa acumulou problemas físicos e precisou administrar jogadores como Jacy, Tinga, Brian Ocampo, Felipe Jonatan, Keno e Lucas Taverna, enquanto Thiago Santos também vinha sendo controlado por um problema na sola do pé.
Como Seabra mudou a preparação durante a pausa?
O Coritiba passou a trabalhar com cargas diferentes para cada jogador. Em uma das atividades coletivas, Seabra dividiu o elenco em três equipes e promoveu três tempos de 35 minutos. Alguns atletas permaneceram por 70 minutos, outros participaram durante 35, enquanto jogadores em estágio diferente de preparação fizeram apenas 15 ou 20 minutos.
A ideia foi aproximar o treino das exigências de uma partida sem colocar todos os jogadores sob a mesma carga. Além da parte física, Seabra aproveitou o período para recuperar comportamentos de jogo, intensidade e velocidade nas ações, fatores que podem diminuir naturalmente depois de tantos dias sem uma partida oficial.
O desafio agora será transformar esse ganho de preparação em resposta dentro de campo. O Coritiba não vence há três rodadas e retorna ao Brasileirão no dia 8 de outubro, contra o Fluminense, no Maracanã, abrindo uma sequência importante na reta final da Série A.
A principal diferença é que Seabra espera chegar ao próximo compromisso com um elenco mais equilibrado fisicamente e com mais alternativas disponíveis. Depois de semanas em que alguns jogadores precisavam superar limitações para simplesmente entrar em campo, a pausa pode representar uma mudança importante no cenário do Coxa.
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